Nos últimos 30 anos, terras agrícolas brasileiras apresentaram valorização real média superior a 12% a.a., segundo séries do CEPEA/USP e da FGV. O movimento é estrutural, sustentado pela expansão da fronteira agrícola, ganhos de produtividade e demanda global por proteína e grãos.
Diferentemente de ativos financeiros tradicionais, a terra combina três fontes de retorno: valorização do ativo, geração de caixa via arrendamento e proteção inflacionária. Essa tripla camada explica por que fundos soberanos, family offices e endowments globais ampliam alocações em farmland.
Olhando para frente, projeções de instituições como FAO e Rabobank apontam déficit estrutural de oferta de alimentos até 2050. O Brasil, com 30% da água doce disponível e fronteira ainda passível de incorporação produtiva, é o destino natural deste capital.
Para investidores institucionais, a janela atual combina câmbio favorável, taxa interna de retorno historicamente elevada e baixo prêmio de liquidez exigido por proprietários — uma combinação rara que tende a se ajustar nos próximos ciclos.