Pesquisa recente da Campden Wealth indica que mais de 38% dos family offices globais aumentaram alocação em ativos reais rurais nos últimos cinco anos. No Brasil, o movimento é ainda mais expressivo: famílias com patrimônio acima de R$ 100 milhões já destinam, em média, 8% a 15% do book a terra produtiva.
Três motivos sustentam a tendência: (1) descorrelação real frente a renda variável e renda fixa; (2) histórico consistente de proteção contra inflação e desvalorização cambial; (3) ativo tangível que comporta governança intergeracional clara.
A estruturação típica combina holding patrimonial, sociedade rural específica e, eventualmente, FIP ou FIAGRO para diluir risco entre membros da família. Cada arquitetura traz implicações tributárias e sucessórias específicas — exigindo coordenação entre advogados, contadores e o assessor fundiário.
Mais do que rentabilidade, o que conquista o family office é o tempo: terra é o único ativo que atravessa gerações sem perder propósito.